Introdução: O aneurisma da aorta abdominal (AAA) é uma condição potencialmente fatal, caracterizada pela dilatação progressiva da parede aórtica com risco de ruptura. As técnicas endovasculares, como a implantação de endopróteses, têm se consolidado como uma alternativa menos invasiva à cirurgia aberta, reduzindo a morbimortalidade perioperatória. Nos últimos anos, avanços tecnológicos têm aprimorado a segurança, eficácia e aplicabilidade dessas intervenções. Objetivo: Analisar os avanços recentes nas técnicas endovasculares para o tratamento de aneurismas da aorta abdominal, avaliando seus impactos em termos de eficácia, complicações e recuperação do paciente. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa em bases de dados como PubMed, Scopus e Cochrane Library, abrangendo estudos publicados entre 2010 e 2024. Foram utilizados descritores como "técnicas endovasculares", "aneurisma da aorta abdominal" e "endopróteses". Após triagem de 186 estudos, 48 foram incluídos, englobando ensaios clínicos, revisões sistemáticas e séries de casos. Resultados: Os avanços nas endopróteses personalizadas permitiram o tratamento de anatomias complexas, como envolvimento das artérias renais e mesentéricas. A tecnologia de fenestração e ramificação expandiu a aplicabilidade do reparo endovascular, enquanto dispositivos com maior vedação proximal reduziram complicações como endoleaks. Estudos mostraram que pacientes tratados com essas técnicas apresentaram menor tempo de internação, taxas reduzidas de complicações pós-operatórias e melhora na sobrevida em comparação com a cirurgia aberta. Apesar dos avanços, desafios permanecem, incluindo o alto custo dos dispositivos e a necessidade de equipes altamente treinadas. A avaliação rigorosa da durabilidade a longo prazo e a melhoria no rastreamento de complicações tardias, como migração de endopróteses, são essenciais. Estratégias para maior acessibilidade a essas tecnologias em sistemas de saúde de países em desenvolvimento devem ser consideradas. Conclusão: As técnicas endovasculares para tratamento de AAA representam um marco no manejo dessa condição, com avanços que ampliam sua aplicabilidade e eficácia.
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